Consumo Saudável de Álcool? Não!

Recebi muitas perguntas sobre o consumo do álcool e sua relação com uma vida de esportes. Então resolvi escrever este artigo!

Se você é daqueles que ainda acha que uma boa forma de manter o coração saudável e em forma é tomar uma taça de vinho tinto às refeições, comece a apagar essa ideia de sua cabeça.

Um estudo internacional, publicado pela prestigiosa revista médica “The Lancet”, adverte que o consumo seguro de álcool não deve ultrapassar os 100 gramas semanais, uma quantidade que poderia traduzir-se em 5 ou 6 copos de vinho ou canas de cerveja por semana. Cada tiro, cada cerveja ou taça de vinho que adicionemos a esses números nos acortaría nossa esperança de vida e começaria a  marcar contra a nossa saúde.

Não vale o debate

O trabalho poderia resolver o debate sobre se o álcool pode realmente desempenhar um papel positivo na saúde. “Mas não há”, adverte Ramón Estruch, pesquisador do CIBER de Nutrição e do computador IDIBAPS Hipertensão arterial, Lipídios e risco cardiovascular. Estruch fala com a ABC para a Alemanha, onde assiste-se precisamente a um congresso onde defende os benefícios do consumo moderado do vinho, dentro de uma dieta mediterrânea. “Não é o mesmo que tomar os 100 gramas de álcool por semana em uma sexta-feira à noite, do que fazê-lo de forma progressiva, ao ritmo de uma taça diária com a comida e dentro de uma alimentação rica e variada, como é a do mediterrâneo”, explica.

Este especialista em Nutrição aponta três erros no estudo de “The Lancet”. Um deles é que apenas considera o padrão de consumo semanal, “o mais frequente na cultura anglo-saxônica que no mediterrâneo”. Também lhe chama a atenção que apenas foram medidos os efeitos na saúde cardiovascular em pessoas que bebem regularmente. “Estudos anteriores mostraram que se compare a saúde cardiovascular de abstêmios, com a de grandes consumidores e outros moderados, ganham os últimos”, lembra. O terceiro erro é que os consumos medidos, as quantidades declaradas pelos participantes no estudo “e sabemos que sempre tendemos a confessar menos do que realmente bebemos, talvez seja por isso que se vêem mais efeitos negativos”.

Seguro não é benéfico

Como explica Angela Wood, diretora da nova pesquisa, “a mensagem principal do nosso trabalho é que, se uma pessoa consome álcool, beber menos irá ajudá-lo a viver mais e a ter um menor risco de várias doenças cardiovasculares graves”. Da revisão de “The Lancet”, estabelece um limite “seguro” –que não necessariamente benéfico– de consumo. E a partir daí, as conseqüências para a saúde são nefastas. Tomar 18 ou mais unidades de álcool por semana (entendida como uma unidade equivalente a um copo de vinho tinto ou uma cana de cerveja) pode encurtar a esperança de vida em até cinco anos.

Esse limite de segurança é 50 por cento mais baixo do que as recomendações de países como Itália, Estados Unidos, o Reino Unido ou mesmo Espanha.

Por exemplo, na última guia alimentar da Sociedade Espanhola de Nutrição Comunitária, os nutricionistas espanhóis aconselhassem, com exceções como as mulheres grávidas ou pessoas em tratamento médico, um consumo máximo de 1-1,5 porções por dia de bebidas alcoólicas em mulheres e do duplo em homens adultos. Se o cálculo é feito semanal, excederían as 5-6 copas recomendadas, como o nível de segurança.

Dr. Jekyll e Mr. Hyde

Uma taça diária pode prevenir um ataque cardíaco, embora não protege todo o sistema cardiovascular, mostra a pesquisa internacional. Com mais de 100 gramas de álcool por semana, elevam-se as posiblidades de sofrer um avc-hemorragia ou infarto cerebral-, um aneurisma ou ter arritmias, demonstra este trabalho.

O álcool no coração é como uma espécie de Dr. Jekyll e Mr. Hyde. Tem um efeito positivo, ao elevar o HDL ou colesterol “bom”, e negativo ao atirar a pressão sangüínea. Por isso, tem capacidade para beneficiar e, ao mesmo tempo, aumentar patologias cardiovasculares graves e potencialmente fatais, como é o avc. “A diminuição do risco de infarto do miocárdio é a estatística em um determinado intervalo de consumo, mas este efeito é parcial e desaparece ao contemplá-lo como a mortalidade global”, diz Agustín Gómez de la Câmara, epidemiologista do Hospital 12 de Outubro e um dos autores do isso resultaria em uma. Este especialista não tem dúvida: “O abuso ou o consumo de risco está claramente associado a muitos mais riscos e a mortalidade total.

Uma má notícia

O epidemiologista José Galante acha difícil que se possa estabelecer um limite de segurança para o consumo de álcool. “Não acho que seja a mensagem que devemos transmitir para a sociedade. Se falamos de consumo saudáveis só criam confusão entre a população. Sabemos que o câncer o consumo de bebidas alcoólicas são incompatíveis a partir de níveis muito baixos, embora eleve os bons níveis de colesterol. A Organização Mundial da Saúde, tem uma mensagem muito clara: o melhor é não beber e se torna muito pouca quantidade”.

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